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 Time Zero- UA/Lost- Sana, Jate (NC-17)

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Renata Holloway
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MensagemAssunto: Re: Time Zero- UA/Lost- Sana, Jate (NC-17)   Time Zero- UA/Lost- Sana, Jate (NC-17) Icon_minitimeDom Set 19, 2010 10:54 am

Capítulo 4

O início de uma nova Era

"Hoje é dia 4 de outubro de 2014. Dois anos após a tragédia que quase provocou o fim da espécie humana e finalmente enxergo uma luz no fim do túnel. Depois de vários meses fazendo testes e mais testes inconclusivos buscando encontrar um antídoto eficaz contra o vírus Linus sinto esperanças em minhas pesquisas. Uma mulher foi atacada e mordida pelas criaturas noite passada e eu arrisquei trazê-la para casa. Trouxe-a ao meu laboratório e testei o fator X, um de meus antivirais mais poderosos visando salvá-la antes que desenvolvesse por completo os sintomas da doença de Linus. Até agora pude observar que os sintomas iniciais foram interrompidos e o corpo da mulher possui uma aparência saudável. Porém, devo mantê-la em meu laboratório até que tenha certeza absoluta de que o vírus não irá se fortalecer e atacar o sistema imunológico dela. A pesquisa continua. Sinto o início de uma nova Era para a humanidade."

Jack desligou o gravador e o pousou sobre a mesa de trabalho. Seu olhar estava radiante diante do que tinha conquistado ao conseguir interromper a manifestação dos sintomas da doença de Linus naquela mulher que salvara sua filha. Agora só restava saber se a recuperação dela seria completa. Esperava que a repentina contaminação pelo vírus que ela sofrera não tivesse lhe deixado seqüelas graves. Ele estudara o vírus por muito tempo e sabia exatamente o quão danoso o era para o ser humano a ponto de transformá-los em criaturas mortas-vivas que agiam somente por instinto, sem nenhum tipo de discernimento sobre o certo e o errado.

Sorriu aproximando-se novamente da mulher que permanecia imobilizada sobre a mesa, coberta até os ombros com um lençol branco. Jack tocou de leve os cachos castanho-avermelhados dos cabelos dela e sentiu o coração em júbilo. Nada melhor poderia ter acontecido a ele do que encontrar outro ser humano vivo depois de tanto tempo, especialmente sendo uma fêmea.

Aquele era um pensamento um tanto perturbador, mas seu corpo não podia deixar de lembrá-lo há quanto tempo não fazia sexo e Jack nunca fora um celibatário, embora essa fosse a fama dos cientistas. Antes de entrar de cabeça no mundo das pesquisas científicas, Jack Shephard fora um jovem impetuoso que gostava de noitadas e garotas bonitas, isso até conhecer Sarah, seu primeiro e único grande amor. Casaram-se após seis meses de namoro e foram infinitamente felizes antes da tragédia que atingira a humanidade.

Mas depois disso, Jack foi obrigado a sobreviver com sua filha numa nova York sitiada e destruída, não sobrou tempo para pensar em necessidades primitivas como o sexo. No entanto, ele jamais desistira de encontrar outros sobreviventes, por isso enviava uma mensagem todos os dias do porto, esperando que alguém viesse até ele. Qualquer pessoa seria bem vinda, mas em seu íntimo desejava que uma mulher viesse e eles pudessem ser uma família. Instinto humano, ele concluiu, afinal Deus criou a Eva para que o homem não ficasse sozinho e ele tinha uma bela Eva diante dele, pensou.

- Qual será seu nome?- ele indagou como se ela pudesse responder naquele momento. Os medicamentos que ele dera a ela eram muito fortes e a moça só acordaria depois de algumas horas.

Jack preparou uma seringa e colheu uma amostra de sangue para análise. Desejava saber se o vírus Linus tinha se esvaído do corpo dela ou se permanecia inativo. Achava pouco provável que tivesse conseguido expulsá-lo. Mas a chance de ter o vírus adormecido era grande e excelente para a pesquisa. Uma vez o vírus imobilizado, ele poderia investir pesado em seu projeto mais grandioso: fazer renascer a humanidade. Trazer crianças ao mundo. Crianças imunes ao vírus que repovoariam o planeta com uma raça evoluída e com genes fortes.

Mas para isso, precisava encontrar outros sobreviventes que pudessem colaborar com a causa. Jack sabia que há dois anos não nasciam crianças no planeta, a Terra até então era completamente estéril e vulnerável a propagação cada vez maior do vírus Linus. Porém, se seu antídoto conseguisse salvar a moça tudo seria diferente.

Ele terminou de colher o sangue e o colocou em seu armazenador de material humano para que ficasse sempre na mesma temperatura. Precisava subir e preparar o café da manhã de Brandy, ela já deveria estar acordada. Depois voltaria ao laboratório e seguiria com a pesquisa.

Dando uma última olhada para a mulher que respirava pausadamente, Jack deixou o laboratório com um novo ânimo.

xxxxxxxxxxxxxxxx

- Hey, acorde! Acorde homem!- dizia Ana-Lucia ao homem que tinha salvado na noite anterior. O primeiro ser humano não contaminado que encontrava em dois anos. Ainda estavam no galpão onde tinham se refugiado durante o ataque das criaturas e ela derramava um pouco de água que encontrara no porta-malas do carro para tentar fazê-lo acordar.

Sawyer fez uma careta quando sentiu a água sobre seu rosto. Abriu os largos olhos azuis, a cabeça doía e girava, conseqüência da pancada que ele levara ao ficar dependurado em frente ao palácio do governo.

- Isso, bom!- Ana-Lucia disse, sorrindo ao vê-lo desperto.

Mas a reação de Sawyer à presença dela foi totalmente inesperada. Assustado, ele se afastou dela, arrastando-se pelo galpão e encolhendo o próprio corpo.

- Ei, está tudo bem, cara!- disse ela, suavemente tentando tranqüilizá-lo. – Não fomos comidos pelos zumbis ainda.

A visão de Sawyer ainda estava meio turva, mas ele tentou focalizar os olhos na imagem daquela mulher que lhe falava de forma tão doce, com sua voz de timbre rouco, um tanto incomum.

- Onde eu... – ele começou a dizer, mas Ana o cortou.

- Você não se lembra? Eu encontrei você dependurado em frente ao palácio do governo, desmaiado. Te soltei e fomos perseguidos pelas criaturas até que chegamos aqui.

- Você é mesmo de verdade?- ele indagou, esfregando os olhos, a vista começava a desembaçar e ele pôde ver uma mulher diante dele. Não era muito alta, mas tinha um porte que intimidava. Os cabelos negros como a noite, os olhos um pouco mais claros fazendo um interessante contraste. A boca era bem feita, carnuda e vermelha. O corpo curvilíneo de tirar o fôlego naquele top creme e a mini saia jeans.

- È claro que sou de verdade.- ela respondeu ultrajada. – Você por acaso é algum tipo de doente mental?

- Meu Deus!- Sawyer exclamou, erguendo-se do chão e se aproximando dela.

Ana-Lucia deu um passo atrás instintivamente e o observou. Ele era bem mais alto do que ela, jeitão de cowboy, corpo musculoso, cabelos loiros um pouco acima dos ombros e olhos azuis profundos.

- Por que está me olhando assim?- ela indagou como se não o estivesse observando com a mesma minuciosidade.

- Moça, você sabe há quanto tempo eu não vejo uma mulher de verdade?- Sawyer perguntou, ainda medindo-a dos pés á cabeça, concentrando seu olhar nas coxas grossas dela, e nos tornozelos calçados em botas de cano alto, pretas. – Muito tempo!

- Eu também não vejo um homem há muito.- Ana-Lucia disse, mas não no mesmo sentido que Sawyer falava, ela se referia ao fato de não encontrar outro ser humano não contaminado há dois anos.

- Finalmente Deus atendeu as minhas preces... – agora ele estava muito perto dela, um sorriso malicioso nos lábios, duas pequenas covinhas se formando nos cantos da boca. – Pensei que eu não ia mais ver mulher até o dia da minha morte!

- Que poderia ter sido ontem se eu não tivesse te salvado.- Ana-Lucia acrescentou, tentando ignorar o fato de que seus corpos quase se tocavam de tão perto que ele estava.

- Mas você me salvou.- disse Sawyer. – E eu tenho que te agradecer.

Ana-Lucia pôde sentir o hálito quente dele em seu rosto e a sensação que isso provocava lhe pareceu irreal, tão irreal quanto o mundo solitário onde aprendera a viver. A letargia em que essa conclusão lhe deixara a impediu de se mexer quando Sawyer beijou sua boca com uma paixão até então esquecida.

Ela sentiu a boca macia tomando a sua, a língua masculina deslizando em movimentos sensuais para dentro de sua boca e de repente se deu conta do que estava acontecendo. Empurrou Sawyer com força para longe dela.

- O que pensa que está fazendo, cowboy?

- O que acha que eu estou fazendo?- ele retrucou, fazendo menção de beijá-la de novo. A abstinência sexual a que fora submetido contra sua vontade durante tanto tempo deixara sua libido incontrolável e o impedia de raciocinar.

Por um momento Ana-Lucia pensou se o isolamento ocasionado pela tragédia não deixara aquele homem louco e se afastando o máximo que pôde dele dentro do espaço limitado onde estavam confinados, disse:

- Por acaso você é Jack Shephard, o cientista?

- Cientista?

- O que enviou a mensagem pelo rádio? Foi por isso que vim a Nova York.

- Olha amor, eu posso estar ficando louco pelo tempo que vago sozinho nesse planeta, mas que eu saiba nunca fui cientista. Eu sou caminhoneiro, pelo menos costumava ser.

- Caminhoneiro? – repetiu Ana-Lucia. – Ok, então seu comportamento ridículo é perfeitamente justificável.

- Comportamento ridículo? Só por que eu beijei uma garota bonita que caiu do céu usando botas de stripper?

Ana-Lucia balançou a cabeça negativamente. Dois anos sem ver ninguém e a primeira pessoa que encontra é um maldito caminhoneiro mulherengo metido à besta a fim de traçá-la? Não, ela realmente não precisava disso.

- Preciso ir a Manhathan.- disse ela enquanto Sawyer a observava com os braços cruzados. No fundo ainda estava perguntando a si mesmo se aquela garota era real ou se tinha enlouquecido e uma de suas fantasias tinha se tornado realidade. Mas o gosto de canela que provara nos lábios dela certamente era muito real. – Quando salvei você deixei minha moto em frente ao palácio do governo, preciso voltar lá para buscá-la.

- Ok, motoqueira.- ele disse, ainda fitando-a com olhares maliciosos. – Onde é que está o meu carro?

Ana-Lucia abriu a porta de correr e Sawyer arregalou os olhos azuis ao ver seu carro em estado de miséria com a lataria amassada e os vidros quebrados.

- O que foi que você fez com o meu carro?

- Nada.- ela respondeu. – Foram as criaturas que fizeram quando estávamos fugindo.

- E usou o meu carro como arma para se livrar delas?- ele falava com a voz magoada, passando suas mãos pelo capô do carro carinhosamente, como se ele fosse um ser vivo.

- O que mais você queria que eu fizesse? Mais um pouco e eu ficaria sem munição.

Sawyer checou dentro do carro.

- Onde está a Louis?

- Louis? Havia outra pessoa com você?- Ana perguntou com tom de preocupação na voz.

- Mas é claro que havia, uma garota loira, alta, usando um vestido azul...

- Sinto muito, não havia ninguém quando o encontrei.

- Impossível que não houvesse! Um manequim não sairia andando por aí!- disse ele. – Se bem que se os mortos podem caminhar, talvez um manequim ambulante não seja tão estranho assim.

- Manequim?- Ana lembrou-se. – Sim, tinha um manequim no seu carro. Eu o joguei para fora e coloquei você no banco do passageiro.

- Você fez o quê?- Sawyer indagou, zangado.

- Eu atirei o manequim para fora do carro.

- Não devia ter feito isso!- Sawyer apontou o dedo em riste para ela. – Louis Lane é muito sensível, agora é capaz dela não falar mais comigo por meses.

- Você é louco?- Ana-Lucia perguntou, cansada dessa conversa.

- Talvez nós dois sejamos, ô exterminadora do futuro!

- Olha, a gente pode voltar ao local onde eu te encontrei, eu pego a minha moto e você recupera o seu manequim, que tal? Depois cada um segue o seu caminho, sem ressentimentos.

- Entra aí!- disse Sawyer, abrindo a porta do carro para que Ana-Lucia entrasse. Pensou consigo que tinha se esquecido o quanto as mulheres poderiam ser irritantes. Louis Lane, por sua vez estava sempre quieta e solícita. Tinha que pegá-la de volta, ela com certeza era melhor companhia do que aquela mulher linda e irritante.

- Como é o seu nome?- ela perguntou quando ele deu partida no carro e o motor roncou, pegando no trampo.

- Sawyer.- ele respondeu.

- Eu sou Ana-Lucia.- disse ela.

- Prazer.- ele respondeu, seco.

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- Papai! Papai!

Jack estava distraído com seus pensamentos acerca da mulher desconhecida em seu laboratório que Brandy teve que chamá-lo várias vezes durante o café da manhã.

- O que houve querida?- ele indagou, servindo-se de um pedaço generoso de bacon que acabou dividindo com Vincent que latia aos seus pés, pedindo um pouco de seu prato.

- Onde está aquela moça que você trouxe ontem? A que me salvou dos monstros no supermercado?

- Ela está no porão.- Jack respondeu.

- Por que ela está lá?

- Porque está doente.

- Mas ela vai ficar bem?- a menina perguntou com os olhinhos castanhos brilhando.

- Eu estou tratando dela e esperando que ela melhore.

- Nós podemos ficar com ela?- Brandy perguntou como se a mulher fosse um objeto. A menina tinha apenas dois anos quando a humanidade definhou e não se lembrava de ter visto nenhuma mulher na vida, por isso estava curiosa sobre a moça que Jack trouxera para casa.

- Querida, ela é uma pessoa. Não uma coisa. Se ela melhorar e quiser ficar conosco será muito bem vinda.

- Mas papai, eu preciso ter uma mãe, como na televisão e nas revistas. Eu gostei dela, o cabelo dela é bonito. Quero que ela seja a minha mãe.

- Brandy, filha... – Jack começou a dizer, mas não completou sua frase, apenas abraçou a menina e beijou-lhe o topo da cabeça.

- Eu posso ir ao porão vê-la, papai?

- Não, princesa. O papai já disse que ela está doente e antes que você possa vê-la, preciso saber se é seguro.

- Mas um dia vai me deixar vê-la?- Brandy insistiu.

- Sim, querida, é claro.

Depois de juntar os pratos e lavar a pequena louça do café, Jack ligou a TV e colocou um DVD de desenho animado para a filha. Em seguida, preparou um prato com ovos e bacon, além de um copo generoso de suco. Era hora de voltar ao porão e tirar a prova dos noves, descobrir se seu experimento para salvar a vida daquela mulher tinha dado certo.

Decidiu que não iria ao píer àquela manhã esperar por sobreviventes, não enquanto não tivesse certeza de que a sobrevivente que tinha em casa estava bem.

xxxxxxxxxxxxx

- Louis, querida, me desculpe por isso!- falou Sawyer ao descer do carro em frente ao palácio do governo.

O manequim estava no chão, no mesmo lugar onde Ana-Lucia o jogara. Ela franziu a testa ao vê-lo levantar a figura humana de plástico e acrílico do chão que usava uma peruca loira.

- Você é mesmo louco!- ela desceu do carro e foi buscar sua moto enquanto Sawyer colocava Louis Lane de volta em seu carro, mas dessa vez no banco de trás.

- Hey, Ana-Lucia, onde é que você vai?- ele indagou quando a viu subir em sua moto, tentando ignorar o fato de que a saia dela era tão curta que o simples movimento de subir na moto revelava por completo suas coxas bem torneadas.

- Eu te disse, vou pra Manhatan procurar o cientista. Ele disse que pode oferecer abrigo e comida a quem quiser.

- Que ótima notícia!- Sawyer exclamou. – Então acho que vou com você.

Ana- Lucia revirou os olhos.

- Òtimo!

xxxxxxxxxxxx

Jack desceu ao porão, ansioso, segurando a bandeja com o café da manhã da desconhecida. Porém, quando colocou seus pés na sala onde a tinha deixado observou com espanto que a mesa onde a amarrara estava vazia.

Seu coração bateu forte e o corpo inteiro entrou em estado de alerta. Ouviu passos atrás de si e o sangue congelou nas veias imaginando que seu experimento tinha dado errado e a bela mulher se transformara em uma morta-viva pronta a matá-lo.

Deixou cair a bandeja no chão com estrondo quando sentiu a fria lâmina de um bisturi em seu pescoço seguido de uma voz feminina determinada:

- Fique exatamente onde está!

Continua...
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MensagemAssunto: Re: Time Zero- UA/Lost- Sana, Jate (NC-17)   Time Zero- UA/Lost- Sana, Jate (NC-17) Icon_minitimeSab Jul 10, 2010 2:51 pm

Capítulo 3

O vírus Linus

- Tá vendo aquilo ali, Louis?- indagou Sawyer ao seu manequim enquanto dirigia pelas ruas de Nova York em busca de um lugar para se abrigar.

Parou o carro em frente ao Palácio do governo e observou curioso, uma corda amarrada em uma das pilastras do prédio. Parecia ter sido colocada ali com alguma finalidade. Talvez por outro sobrevivente que estivesse procurando companhia e como não era seguro sair gritando pelas ruas, a pessoa pendurou a corda e esperou que algum curioso passasse. Uma idéia muito inteligente, Sawyer concluiu. As criaturas não entenderiam o que aquele código significava.

Desceu do carro e disse ao manequim:

- Espere por mim Louis, eu volto logo!

Seu coração estava cheio de esperanças por encontrar outro sobrevivente como ele, e desejava fervorosamente que fosse uma mulher. Há quanto tempo não via uma? Ou melhor, há quanto tempo não tocava uma mulher de verdade?

Caminhou ao redor da corda e resolveu tocá-la. Deu um puxão preciso, esperando que algum tipo de sino tocasse e a mulher dos seus sonhos aparecesse diante dos seus olhos. Mas não foi o que aconteceu.

Ao invés disso, uma outra corda surgiu do nada, por baixo, quando ele puxou a primeira e seu pé foi preso, pendurando-o no ar. O coração acelerou, em poucas horas anoiteceria e ele não tinha como escapar daquela situação.

- Filho da P!- xingou. – Que diabo de armadilha é essa? Louis, me ajude! Louis!

Talvez em seu íntimo, o manequim quisesse ajudá-lo, mas na qualidade de ser inanimado, era óbvio que não o faria. Sawyer tentou se balançar de um lado para o outro, esperando que a corda se rompesse, mas durante esse processo acabou batendo a cabeça na pilastra de pedra, sangue começou a escorrer de sua testa, sua visão tornou-se turva e ele perdeu os sentidos.

xxxxxxxxxxxxx

O corpo do homem era pesado, mas Ana-Lucia conseguiu arrastá-lo para um carro que estava estacionado a alguns passos do prédio do governo. Ele respirava com dificuldade e parecia muito confuso, mas ela ignorou esses sintomas tendo como única preocupação em mente sair dali o mais depressa possível.

Tentou jogá-lo no banco do carona, na frente, mas estava ocupado por uma manequim loira.

- Mas o que é isso?- Ana-Lucia indagou-se, balançando a cabeça negativamente. Jogou o manequim para fora do carro e acomodou o homem no lugar da boneca, assumindo o volante do carro em seguida.

Ana-Lucia mal girou a chave na ignição e os gemidos medonhos das criaturas se tornaram mais próximos. Ela ignorou o pânico que sentiu ao ouvir tal som e deu partida no carro, saindo depressa dali. Voltaria depois para pegar sua moto, o importante naquele momento era sobreviver.

Deu uma volta completa pelo quarteirão com a nítida sensação de que estava sendo seguida até que seus temores se tornaram realidade quando avistou as pálidas criaturas caminhando em bando em direção ao carro como se nada temessem.

O pulso de Ana acelerou e suas mãos ficaram frias, mas decidida ela ligou os faróis do carro na luz alta e jogou sobre os monstros. As criaturas vampiras se contorceram diante dela, esfregando os olhos fotossensíveis.

- Morram!- Ana-Lucia gritou passando com o carro por cima dos zumbis, derrubando-os ao chão como se fosse um macabro jogo de boliche. Mas assim como no jogo, os pinos, ou melhor os corpos se levantavam e logo estavam de volta para o próximo round, mas ela não parou para tentar uma próxima jogada.

Seguiu seu caminho forçando o carro à velocidade máxima. O barulho dos pneus arrastando no asfalto a ensurdecia. O homem ao seu lado não esboçava reação, estava completamente desmaiado.

Outro grupo de ágeis zumbis surgiu à frente do carro. Eram muitas criaturas, Ana-Lucia não sabia mais o que fazer para se livrar delas. Atropelava-as com o carro, mas os indigentes logo se levantavam mesmo com membros faltando e sangue escorrendo de enormes ferimentos nos corpos cadavéricos.

Mas ela não podia desistir agora, não depois de ter sobrevivido sozinha durante dois anos naquele planeta condenado pela contaminação. Tirou sua pistola do coldre da perna esquerda e colocou metade do corpo para fora do carro, atirando nas criaturas, mirando na cabeça para exterminá-las enquanto com a outra mão, continuava conduzindo o carro.

Porém, alguns monstros deram a volta no carro e quebraram os vidros do banco de trás. Ana voltou para dentro do carro e atirou nos zumbis que tentavam se infiltrar no veículo. Os corpos sem vida caíram ao chão e Ana-Lucia deu uma ré para se livrar do restante que ainda atacava o carro. Finalmente, conseguiu uma pequena vitória e aproveitou para encontrar um abrigo de emergência onde pudessem se esconder até que o dia amanhecesse.

Viu um pequeno galpão abandonado com uma porta de correr. Durante o dia aquele deveria ser um abrigo dos zumbis, mas à noite nenhuma criatura permanecia em sua alcova, por isso o lugar seria perfeito para abrigar ela e o desconhecido por uma noite.

Parou o carro diante do galpão e deu a volta para retirar o homem do outro lado.

- Anda, homem, me ajuda aqui!- ela pediu quando arrastou o corpo pesado dele para fora do carro, mas ele não se mexeu. Estaria morto?

Ana-Lucia checou-lhe o pulso. Estava fraco, mas batia. Isso já era alguma coisa. Preparou-se para arrastá-lo para dentro do galpão quando viu três monstros caminhando a passos trôpegos, porém rápidos na direção deles.

Baixou o homem no chão por alguns segundos e pegou duas pistolas atirando certeira nos zumbis.

- Ahhhhhhhhhh!- gritou em fúria enquanto atirava até que os as criaturas estivessem imóveis no chão.

Voltou para pegar o homem e com dificuldade o levou para o galpão. Uma vez que estavam lá dentro, ela baixou a porta de correr e foi sentar-se a um canto, ao lado do homem. Olhou para ele se sentiu vontade de acariciar-lhe os cabelos, sentir a tez de outro ser humano.

Tocou o rosto dele e os fios de cabelos loiros com as pontas dos dedos até que uma crise incontrolável de choro a atingisse. Ana-Lucia chorou por mais de uma hora. Chorava de alívio por ainda estar viva, mesmo depois de tudo o que enfrentara, chorava por sua família morta e principalmente chorava por seu futuro incerto.

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O avental branco , os óculos transparentes que serviam de proteção para os olhos em caso de contaminação e a infinidade de instrumentos cirúrgicos sobre a mesa faziam Jack sentir-se como o Dr. Frasnkstein, prestes a da vida à sua criatura.

Olhou para a bela moça imobilizada sobre a mesa, debatendo-se em sua agonia, a expressão do rosto mudando rapidamente e sangue escorrendo de seus olhos como lágrimas amargas. Os primeiros sintomas da doença, Jack anotou em um caderninho.

O que estava indo fazer era um procedimento totalmente inédito até aquele momento. Jamais uma pessoa contaminada pelo vírus tinha sido salva. O antídoto que preparava para ela fervia a 200 graus centígrados em um container de titânio conectado a uma bateria de 400 volts. Se não ficasse pronto em quinze minutos, as chances daquela mulher sobreviver seriam totalmente nulas. Mas Jack tinha esperanças. Checava o relógio-cronômetro de minuto a minuto e observava as reações da moça e os sintomas que iam aparecendo.

Jack queria que a Dra. Juliet Burke estivesse ali com ele, para auxiliá-lo em sua pesquisa. Ela era brilhante e eles formavam uma dupla imbatível. Fora ela quem descobrira primeiro o quanto o vírus Linus poderia ser letal. O Dr. Benjamin Linus criou o vírus com a intenção de curar a Aids. O vírus funcionaria como um guerreiro que atacaria o vírus da Aids, quebrando todas as suas defesas e fortalecendo os anti-corpos dos infectados para que também lutassem contra a doença.

No entanto, o efeito fora totalmente oposto. Benjamin testou o vírus em si mesmo, pois ele sofria de Aids. Mas ao invés de atacar o vírus que provocava sua doença, o vírus Linus como ficou conhecido depois atacou ainda mais as defesas imunológicas de Benjamin. Ele perdeu a coloração natural e saudável da pele que adquiriu um tom pálido, seus olhos ficaram fotossensíveis à luz e o cientista tornou-se agressivo.

O sofrimento dele durou cinco dias, até que sem chance de sobrevivência, a cúpula de cientistas da Dharma Initiative decidiu executar o cientista para conter o vírus e investigar melhor as causas da infecção. A execução foi feita, e embora cientistas como Jack e Juliet tivessem sido contra isso desde o princípio, tiveram que se calar em prol da ciência.

Juliet pesquisou o vírus a fundo e advertiu a cúpula de que as pesquisas não deveriam ser divulgadas senão o vírus mantido em laboratório para posterior pesquisa poderia cair em mãos erradas. Porém, um dos cientistas, Leslie Arznt, os traiu, roubando o vírus do laboratório. Daí para a epidemia foi um pulo. O vírus foi se fortalecendo a cada nova contaminação e a humanidade tornou-se um exército de mortos-vivos.

Jack saiu de seus devaneios quando viu que a mulher se esforçava para falar, embora sua garganta estivesse se fechando

- Me ajuda...me ajuda...- murmurou a mulher, olhando diretamente para Jack e suplicando que a ajudasse.

Ele foi até ela e disse:

- Falta pouco, muito pouco...

O tempo de preparo do antídoto finalmente se esgotou e Jack apressou-se em colocar o líquido de cor âmbar em uma seringa. Sabia que se seus cálculos estivessem errados, a moça morreria ali diante dos seus olhos e ele nada poderia fazer.

Colocou a seringa pronta sobre a mesinha de metal ao lado da mesa onde a moça estava amarrada. Pegou álcool, embebeu um chumaço de algodão no líquido e passou sobre o braço dela, esterilizando a pele. Em seguida, pegou a seringa, preparada com uma longa agulha e respirando fundo, inseriu a ponta fina na pele delicada do braço.

À medida que o líquido ia entrando em suas veias, a moça tremia e seus olhos borrados com sangue clamavam por misericórdia. Deveria estar sendo muito doloroso para ela, mas Jack não tinha escolha, tinha que tentar salvá-la.

O monitor que controlava seus batimentos cardíacos começou a emitir um som de alerta avisando que o coração da paciente poderia parar a qualquer momento. Mas Jack continuou a administrar-lhe o antídoto até que tudo estivesse acabado.

Quando ele terminou, o monitor avisou que o coração dela tinha parado. Jack gritou, desesperado:

- Droga ! Droga!

Rasgou a blusa dela, expondo-lhe o peito e correu a pegar o desfibrilador, ligando o aparelho em 300 joules.

- Vamos, volte pra mim! Não morra agora!- ele pediu, tinha tirado os óculos de proteção e seus olhos estavam cheios de lágrimas.

Mas ela não respondia. Depois de várias tentativas sem sucesso, Jack soltou o aparelho e sentou-se no chão, chorando de raiva por mais um fracasso, mais uma perda. No entanto, de repente, o som do monitor voltando a funcionar interrompeu seu momento de crise.

Com o coração batendo forte, ele levantou-se do chão e foi checar sua paciente novamente. O monitor afirmava que ela estava viva. Jack não podia acreditar.

- Ah, meu Deus!- exclamou, checando os sinais vitais dela. – Está viva!

A respiração era lenta, mas ela parecia bem. A cor voltara ao seu rosto e o sangue que escorria de seus olhos cessara. A pele em volta dos seios estava avermelhada devido ao uso do desfibrilador, mas ela sobreviveria. Jack faria de tudo para garantir isso. Estava feliz naquele momento como há muito tempo não se sentia.

Continua...
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MensagemAssunto: Re: Time Zero- UA/Lost- Sana, Jate (NC-17)   Time Zero- UA/Lost- Sana, Jate (NC-17) Icon_minitimeSex Abr 23, 2010 5:59 pm

Capítulo 2

Esperança

Nova York era o próprio caos. Fogo e ruínas. Era a imagem medonha que costumava habitar os pesadelos mais aterradores de Jack quando criança e a avó costumava levá-lo à missa para ouvir o padre falar do dia do juízo final. A impressão que tinha era que esse dia finalmente chegara.

Via pessoas desfiguradas caminhando pelas ruas, pálidas como mortos-vivos emitindo sons de desespero, suas almas gritavam por clemência, algo que acalmasse a ânsia que sentiam. Jack atravessava a cidade destruída com seu carro, não podia parar de dirigir mesmo sabendo que em meio àquele caos poderiam existir sobreviventes.

Precisava chegar à sua casa ou seria tarde demais. Bateu com raiva no volante, por que Sarah resolveu voltar depois de ele ter lhe dito que não o fizesse, colocou sua vida e a de Brandy em risco, tamanha estupidez.

Há cerca de meia hora tinha recebido uma mensagem angustiada de Juliet dizendo que estava deixando a cidade, e que ele deveria fazer o mesmo. Era o que pretendia, mas precisava buscar sua família antes. E aí sim deixaria o mar de fogo que se tornara Nova York.

Quando finalmente conseguiu chegar à sua casa, desceu com muito cuidado, mantendo uma mão na arma carregada no bolso da calça jeans e olhos e ouvidos bem abertos. Caminhou até o hall de entrada e viu que as vidraças das janelas estavam quebradas. Ficou muito apreensivo, sabia que não deveria gritar, mas o medo por sua esposa e filha foi maior.

- Sarah!- gritou, adentrando a casa. – Sarah!

Nenhuma resposta. Subiu as escadas para o andar de cima de dois em dois degraus até que ouviu barulho no quarto de Brandy. Devagar, ele caminhou até lá e parou à soleira da porta. Viu a filha sentada entre os seus brinquedos, Vincent estava na frente da criança e rosnava de modo ameaçador para alguém no quarto.

O coração de Jack gelou quando viu para quem o cão rosnava.

- Sarah...não...

Sua esposa tremia sentada na cama, os olhos vermelhos, escorrendo sangue. Eram os primeiros sintomas do vírus, como médico e cientista ele sabia.

- Você não, Sarah...- seu rosto estava tomado de lágrimas enquanto ele via a mulher engasgar com a própria saliva, os últimos traços de humanidade desaparecendo de seu rosto.

- Mate-me...mate-me...Jack!

- Não!- Jack gritou.

- Mate-me! Agora!- ela gritou com as últimas forças que lhe restavam. – Eu não quero ser uma dessas coisas! Não!

Jack chorava, convulsivamente diante da mulher.

- Papai! Papai!- chamou a pequena Brandy querendo mostrar-lhe um brinquedo. Ela era só um bebê, não entendia o que estava acontecendo.

Trêmulo, Jack se aproximou da filha e sorriu para ela. Brandy queria que ele desse corda em um brinquedo. Jack o fez e a menina riu, seu riso infantil contrastando com o terror do que estava acontecendo naquele exato momento.

- Perdão, minha filha, perdão!- disse Jack e foi em direção à Sarah, carregou a esposa doente para fora do quarto e chorando desesperado alvejou um tiro certeiro nela, na cabeça, a única forma de conter o vírus.

Voltou ao quarto de Brandy tremendo ainda mais, mas sabia que precisava ser forte, ou ele e sua filha também não sobreviveriam. Pegou a menina no colo e chamou o cachorro. O animal o seguiu obediente.

Ele desceu as escadas correndo e Brandy não parava de perguntar:

- Cadê a mamãe? Cadê a mamãe?

Jack não respondeu e a menina começou a chorar, mas ele nada podia fazer. Botou a filha e seu cachorro no carro e cantou pneus por Nova York em busca de um abrigo segura para se protegerem.

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O que faria sem sua filha? Morreria de solidão se a perdesse, Brandy era tudo o que ele tinha. Aquele buraco escuro aonde a menina tinha sumido significava o buraco negro que seria a vida de Jack se não a encontrasse mais.

- Brandy! Brandy!- gritava com a voz rouca pelo choro. Vincent em seu encalço, latindo.

Quando adentrou o ambiente escuro, Jack ouviu passos e gemidos sinistros. Sentiu arrepios de medo na espinha, não tinha uma lanterna para se guiar. O suor frio escorria pela testa.

Tirou uma caixa de fósforo do bolso que havia pegado em uma das prateleiras do supermercado e acendeu, tentando ver alguma coisa lá dentro.

- Vincent!- chamou baixinho e o cão respondeu com um movimento próximo ao corpo dele. – Temos que achar Brandy!

Os gemidos aterradores ficaram mais próximos, os instintos de sobrevivência de Jack diziam para que corresse, mas ele não fugiria, não sem sua filhinha.

- Brandy...- sussurrou. – Cadê você? Vem aqui com o papai!

Ouviu um barulho de respiração acelerada no escuro, o fósforo tinha apagado. Ele acendeu outro, viu um vulto esguio em meio à duas criaturas famintas, o vulto parecia se mover como um gato e tinha algo nos braços, um pequeno corpo, sua filha, Brandy. Precisava fazer alguma coisa, distraí-los quem sabe os fizesse soltar sua filha sem maiores danos.

- Hey!- Jack gritou.

- Não faça isso!- disse uma voz feminina.

- Hey, vocês!- Jack gritou outra vez.

- Não!- gritou a voz de mulher, seguida de um grito agudo de dor e o som inconfundível do choro de sua filha.

Jack sacou sua arma e deu vários tiros dentro do quarto escuro, as balas ricochetearam e as criaturas ficaram confusas, debatendo-se. O corpo esguio, a mulher que falara com ele e que segurava sua filha o puxou pelo braço, para fora da sala escura. Vincent os seguiu para fora, latindo para as criaturas.

Quando saíram para a claridade do supermercado, Brandy gritava de medo, chorando, agarrada à mulher que sangrava. Ela entregou a criança para Jack e apressou-se em lacrar aquela porta, enquanto os gemidos medonhos ficavam para trás.

Jack abraçou a filha com força e rapidamente fez um exame visual para ver se ela tinha sido mordida, mas ela parecia bem. Uma vez que sua filha estava salva, voltou sua atenção para a mulher que a salvara.

Era uma linda mulher, de longos cabelos castanho-avermelhados e profundos olhos verdes que agora olhava para ele arfante, o braço esquerdo jorrando grande quantidade de sangue.

- Por favor, me ajude!- foi a última coisa que ela disse, antes de desmaiar.

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Não foi difícil vencer 120 km da estrada até Nova York antes do cair da noite, mas mesmo assim Sawyer estava exausto, passar uma noite inteira em seu carro não seria uma boa idéia. Nova York era uma cidade grande, portanto deveria ter o dobro de infectados que a última cidade em que ele estivera.

- Ah, Louis, já sinto falta daqueles zumbis espalhafatosos lá de Las Vegas.- ele comentou com seu manequim. – Ô povo que não sabe se vestir, viu só aqueles paetês, hein? Tô morrendo de fome gata, e você?

Ele estacionou em frente à um posto de gasolina com loja de conveniência semi-destruída ao lado. Talvez tivesse algo lá para comer. Pegou no porta-luvas do carro duas pistolas armadas e disse à manequim:

- Volto logo, meu amor. Já sei que o seu é com fritas.

Entrou na loja de conveniências, pegou alguns pacotes de biscoitos, pão integral, duas caixas de suco de laranja ainda na validade e para sua alegria, uma cerveja. Voltou ao carro, encheu o tanque e começou a pensar onde passaria a noite. Talvez em uma loja de conveniência maior do que aquela. Poderia dar um jeito de se trancar lá dentro até de manhã.

Iria para Manhatan, a ilha era menor e poderia lhe oferecer um pouco mais de segurança. Encheu o tanque de gasolina do carro e voltou para o banco do motorista. Olhou para Louis.

- Às vezes eu me pergunto por que você não é morena, Louis? Devia tingir o cabelo pra agradar o seu homem.- disse ele, sorrindo. – Ah meu Deus, eu seria o homem mais feliz do mundo se eu encontrasse uma mulher nesse planeta arruinado pra brincar de Adão e Eva comigo. Uma morena assim, bem apetitosa, que usasse botas. Oh Louis, desculpe, eu falei isso alto? Tá bom, não se zangue, não tá mais aqui quem falou. Eu amo as loiras, não se preocupe.

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Faltava pouco para o anoitecer, e não daria tempo de atravessar a ponte até Manhatan para tentar encontrar o cientista, Ana-Lucia pensou. Mesmo que estivesse de moto seria muito visada. Conhecia a velocidade daquelas criaturas, e sabia que não podia com elas a menos que fosse dia, quando seus cérebros ficavam confuso, porque não gostavam da claridade, como os vampiros.

Precisava encontrar um lugar seguro para passar a noite e bem depressa. Montou em sua moto e saiu patrulhando as ruas de Nova York em busca de um abrigo quando algo lhe chamou a atenção.

De frente para o palácio do governo, havia um homem pendurado pelo tornozelo, parecia desmaiado. Ana-Lucia checou o relógio, quase seis e meia da tarde e já estava ficando escuro, talvez fosse chover aquela noite, podia sentir a brisa fria.

Aproximou-se com a moto. Estaria aquele homem vivo? Seria possível que depois de dois anos encontrava o primeiro ser humano vivo? Seria ele o tal cientista? Parou a moto e desceu, estudando o ambiente. A posição daquele homem era muito suspeita, como se fosse uma isca.

Caminhou ao redor dele e viu que estava mesmo desacordado. Era um homem alto, loiro, de cabelos mais compridos que o usual, físico atlético que chamava a atenção. Um

pouco de sangue escorria de sua testa. Estaria respirando? Ana desejava saber. Como fora parar ali, amarrado? Precisava tirá-lo dali.

À frente do palácio do governo tinham dois leões de pedra. Ana usou um deles para escalar e alcançar a corda que mantinha o homem preso. Cortou a corda e o corpo pesado se espatifou no chão. Ele soltou um gemido de dor e Ana-Lucia teve certeza de que ele respirava. Sorriu e desceu de cima do leão indo até ele.

- Você está bem?- indagou, agachando-se ao lado dele.

Sawyer abriu os olhos e viu a imagem de uma mulher desfocada olhando para ele, sua cabeça doía muito, não conseguia articular palavra. De repente, Ana-Lucia se deu conta de que a noite chegara e junto com ela, uivos e gemidos se ouviam por toda parte e barulho de muitos passos.

- Temos que sair daqui!- ela sussurrou, pensando no que fazer.

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Pesados livros, pinças e material de escritório foi atirado ao chão para que Jack pudesse colocar o corpo em choque da mulher que encontrara no supermercado e que salvara a vida de sua filha.

A respiração dela estava difícil, e sua pele adquirindo uma coloração pálida. Ela tinha sido mordida e os sintomas se manifestavam rapidamente. Ele sabia que as chances de reverter o processo viral eram quase impossíveis, ele não tivera nenhum sucesso com as pessoas que tentara salvar em seu laboratório naqueles últimos dois anos. Mas não podia deixar a moça lá, simplesmente não podia.

Pegou cordas e amarrou-a à mesa. Sabia que quando os sintomas piorassem e ela perdesse a consciência, tentaria agredi-lo e ele a manteria imobilizada enquanto preparava uma vacina para o vírus que atacava seu sistema nervosa rapidamente.

Aquela mulher seria mais uma de suas cobaias, mas algo dizia a Jack, que dessa vez poderia conseguir reverter o processo por ser muito recente, jamais tinha tido uma vítima tão fresca assim.

A moça começou a se debater sobre a mesa, parecia estar sentindo muita dor. Jack acariciou-lhe os cabelos.

- Eu vou salvá-la, moça! Prometo que vou salvá-la!

Continua...
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Mah
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MensagemAssunto: Re: Time Zero- UA/Lost- Sana, Jate (NC-17)   Time Zero- UA/Lost- Sana, Jate (NC-17) Icon_minitimeSeg Jan 25, 2010 12:33 pm

ei, essa arrasa tb!!!
vou esperar ansiosa tds a fics suas aqui!!! What a Face
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Renata Holloway
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MensagemAssunto: Time Zero- UA/Lost- Sana, Jate (NC-17)   Time Zero- UA/Lost- Sana, Jate (NC-17) Icon_minitimeSab Jan 23, 2010 10:35 am

Disclaimer: Lost e seus personagens pertencem à JJ Abrams e à ABC, esta fanfiction é totalmente sem fins lucrativos.

Categoria: Ficção científica/ Suspense.

Censura: NC-17

Sinopse: Ano de 2014, a humanidade foi assolada por um vírus criado em laboratório que destruiu a sociedade humana e impossibilitou a propagação da espécie. O Dr. Jack Shephard é um dos poucos sobreviventes que ainda vivem nas cidades norte-americanas tentando desesperadamente descobrir a cura para o vírus e salvar o pouco que restou antes que o tempo dos humanos na Terra se esgote.

Nota: Esta fanfiction é baseada na obra homônima do escritor Richard Mattheson e no filme “Eu sou a Lenda”.



Time Zero

Capítulo 1

Sobrevivendo

- Jack, não podemos ir sem você, por favor, vem com a gente!- gritou Sarah, aos prantos agarrada à filha de dois anos, implorando para que seu marido, o médico e cientista Dr. Jack Shephard mudasse de ideia e entrasse junto com ela no jatinho particular do presidente dos Estados Unidos que levaria os chefes de Estado e alguns familiares de pessoas importantes para um local a salvo da epidemia viral que assolava o mundo há quase três semanas.

- Não Sarah, eu tenho que ficar.- replicou ele. Você deve ir, baby, nos veremos logo.- ele beijou o cabelinho castanho de sua pequena filha e deu um longo beijo em Sarah, despedindo-se. – Nos veremos em breve, eu prometo. O Vincent vai cuidar de mim.- ele tentou descontrair, falando do cachorro da família.

Sarah assentiu e entrou no avião ainda chorando, sentindo que não veria seu marido nunca mais.


- Jack!- ela gritou.

Ele acenou para a esposa e a porta do avião se fechou.


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Nova York

Jack acordou com uma forte dor de cabeça, todas as manhãs eram assim, mas pelo menos estava vivo. Tateou com cuidado no escuro procurando o relógio de pulso. Sete e meia da manhã, muito cedo ainda.

Sentou-se na cama esfregando as têmporas. Vincent que estava deitado aos pés dele, latiu e Jack levou o dedo indicador à boca pedindo silêncio para o cachorro. Em seguida olhou para o corpinho pequeno e roliço que dormia em total abandono ao seu lado. Sorriu e ligou a luminária do quarto. Brandy esfregou os olhinhos, mas não os abriu, mudando de posição na cama.

Jack acariciou-lhe os cabelos castanhos e levantou-se da cama finalmente, chamando Vincent com um estalar dos dedos para a cozinha. O cão o seguiu obediente. No caminho para a cozinha, Jack foi abrindo todas as janelas para deixar o sol entrar e a casa foi ganhando um aspecto mais agradável. Apesar de ser tão cedo, o sol já estava a pino. Ele serviu em uma vasilha ração e carne enlatada para o cachorro.

Preparou para si mesmo um café bem forte e ligou a televisão junto com o dvd. Na tela apareceram cenas antigas do telejornal da manhã. Assistir aquele programa, mesmo sendo sobre notícias que ocorreram há muito tempo ajudava Jack a manter a normalidade em seu lar.

Alguns minutos depois, Brandy entrou saltitante na cozinha, de pijamas, segurando Daphne, sua Barbie preferida.

- Papai, estou com fome!

- Bom dia pra você também, mocinha!- respondeu Jack, pondo a caneca de café de lado.

A menina pulou no colo dele.

- Eu quero panquecas, bacon, ovos e cheeseburger.

- Tudo isso cabe aqui dentro?- perguntou Jack acariciando a barriga da filha.

- Aham!- respondeu ela.

- Certo, então o papai vai preparar para você.

Ele a levantou delicadamente de seu colo e pôs-se a procurar uma frigideira no armário.

- Papai?

- Sim, querida.

- Pode me levar ao parquinho hoje? Faz tempo que você não me leva lá.

- Não faz tanto tempo assim.- respondeu Jack encontrando a frigideira.

- È que não gosto de ficar aqui sozinha.- insistiu a criança com voz de tolice.

- Querida, você sabe que o papai precisa sair algumas vezes para trazer comida para nós, pro Vincent. Mas não é seguro você vir com o papai, é melhor que fique aqui comportadinha até eu voltar.

A menina choramingou:

- Mas eu queria brincar no balanço, por favor, papai!

- Eu vou pensar.- ele respondeu pegando ovos em pó na geladeira. Mas sabia que não era uma boa ideia levar Brandy ao centro com ele, mesmo à luz do dia.

- Papai...- a menina choramingou um pouco mais e Jack não agüentou ver aqueles olhinhos pidonhos. Com certeza sua menina precisava de um pouco de luz do sol e ele seria cuidadoso como sempre.

- Está bem, eu a levarei ao parquinho hoje, mas não iremos demorar.

Brandy sorriu feliz da vida e começou a pular na cozinha.

- Oba! Oba! Oba!

Jack sorriu, pelo menos sua filha conseguia viver naquele mundo terrível como se nada estivesse acontecendo. Preparou todo o café da manhã de Brandy e depois fez mais um risco no calendário apocalíptico que montara.

- Mais um dia, contagem regressiva para o fim...- murmurou.

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Rodovia 105-Sul, 120 km de Nova York

- And I Will always love you!... ( E eu sempre amarei você)- cantarolava James Sawyer com o som do carro ligado no último volume. – Tá ouvindo isso, Louis querida, te amarei para sempre afinal somos só nós nessa porcaria de planeta.- disse ele batendo de leve no braço de plástico da manequim loira ao seu lado no banco do carro. – Pelo menos você é uma tremenda gata!- Sawyer sorriu, voltando sua atenção para a enorme placa na estrada.

“Nova York, 120 km.”

- Eu sempre quis ir à Nova York, Louis. Acho que agora pintou a oportunidade.- ele parou o carro, desligou o som e desceu, olhando a rodovia totalmente deserta ao seu redor. E pensar que um dia aquela fora uma das rodovias mais movimentadas dos Estados Unidos. Olhou para o sol, alto no céu, e começou a pensar se venceria os 120 km sem problemas até chegar a um lugar seguro onde pudesse esperar o dia amanhecer novamente. – Será que a gente consegue, Louis?- indagou ao manequim. – È, você sempre acha que alguma coisa vai dar errado, ora, estou tentando ser prático aqui, se você pelo menos tivesse aprendido a dirigir, garota tagarela!

Entrou no carro e batendo de leve no ombro plástico do manequim, disse:

- Nova York, aí vamos nós!- ligou o som do carro de novo e pôs no início de “I Will always Love you”. – Cante, Whitney!

Checou o tanque de gasolina do carro e viu que tinha o suficiente para cobrir os 120 km. Então, sem perder mais tempo, Sawyer ligou o carro e saiu estrada afora, cantando pneus.

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Ilha de Manhathan

Katherine Austen estava faminta. A refeição composta de três saquinhos de castanha que encontrara em uma loja de conveniência abandonada no dia anterior não tinham servido para nada, embora ela se lembrasse de que vira uma vez na televisão que comer uma castanha era o equivalente à uma refeição devido ao seu alto teor calórico.

Mesmo que isso fosse verdade, seu estômago não concordava, e roncava de forma assustadora naquele momento. Que saudade das refeições quentinhas que a mãe preparava no restaurante de sua família em Talahassee. Tudo era tão diferente naquela época antes da epidemia. Kate não gostava nem de se lembrar do que acontecera com sua família e amigos. Há dois anos vagava pelas cidades desertas, apenas sobrevivendo sozinha dia após dia.

Uma vez, quando chegara a Nova Jersey, encontrou um sobrevivente. Um homem idoso que não tinha um braço, o perdera tentando fugir quando a epidemia chegou à sua cidade. Ficaram amigos e Kate muito contente de ter alguém com quem conversar. Porém um dia, sem nenhuma explicação o velho senhor amanheceu morto e Kate não teve outro remédio senão seguir seu caminho.

Já estivera em muitas cidades durantes aqueles dois anos, e tudo o que encontrava era destruição. Vagava durante o dia, em busca de alimentos e em busca de sobreviventes que pudessem se juntar à ela em sua vida de andarilha e durante a noite procurava se esconder em lugares onde as almas perdidas jamais pudessem encontrá-la e chorava quando escutava seus uivos medonhos na escuridão.

Caminhou por mais de meia hora atrás de algo decente para comer até que avistou um supermercado. Sorriu feliz, o lugar parecia em bom estado, talvez pudesse encontrar muitas coisas úteis lá dentro além de alimentos.

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Rodovia 105-Sul 80 km de Nova York

Ana-Lucia Cortez arrumou os óculos escuros sobre o rosto e mirou seu próprio reflexo no espelho retrovisor da moto enquanto arrumava a pistola no coldre preso à perna direita e o punhal cuidadosamente afiado que ajeitou no cós da saia jeans curta e o cobriu com a camiseta marrom. Também tinha uma faca que ela levava na bota, sempre preparada para o que viesse. Do jeito que o mundo estava era bom não facilitar.

As ruas desertas mascaravam o mal que se escondia nos cantos escuros, onde a luz não podia alcançar. Um mal terrível para o qual a humanidade não estava preparada e sucumbiu. Mas Ana não tinha medo da epidemia, tinha medo era da solidão. Dois anos desde que vira sua mãe, seu marido e seu bebê de poucos meses serem levados por aquela moléstia incurável e ela nunca mais encontrara ninguém na face da terra.

Vagava de cidade em cidade desde que fugira do México, indo parar nos Estados Unidos e a solidão a perseguia. Não existia mais nenhuma alma viva, ela sabia, ela sentia. Mas não morreria assassinada pelas mãos frias dos cadáveres ambulantes que dominavam à noite. Lutaria até o fim.

Sua próxima parada seria em Nova York, pretendia ir à Manhatan, havia uma possibilidade remota lá de haver um sobrevivente. Há cinco dias escutara no rádio que acoplara à moto uma transmissão de um homem chamado Jack Shephard, um cientista que dizia viver em Nova York, em Manhatan e oferecia abrigo, alimento e companhia. Ana-Lucia estava mesmo precisando disso, necessitava muito conversar com alguém, tocar outro ser humano, saber que não estava sozinha.

Foi com esse pensamento que deu partida em sua moto, ajustando os retrovisores. Precisava sair da estrada antes que escurecesse, porque quando isso acontecia a possibilidade de sobrevivência era mínima.

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O riso de Brandy enchia os ouvidos de Jack enquanto ele a balançava no parquinho. As pernas curtinhas da menina balançavam de um lado para o outro. Quando a menina finalmente se cansou, Jack a colocou sentada no capô do carro enquanto observava atentamente o porto de Manhatan, esperançoso de encontrar sobreviventes. Vicent corria aos pés dele e Brandy o chamava, alegre.

Jack ligou o rádio de longa distância do carro e mais uma vez lançou sua mensagem:

“Aqui é Jack Shephard, sou um cientista, sobrevivente da epidemia, vivo em Manhatan com a minha filha pequena e o meu cachorro. Ofereço abrigo, alimento e companhia a quem quiser. Qualquer pessoa, de qualquer idade, homem ou mulher. Se você está perdido, vagando pelas cidades sem rumo venha me encontrar. Estou todos os dias no píer principal do porto de Manhatan em Nova York ao meio-dia.”

Depois de passar sua mensagem e esperar por quase duas horas, sem sinal de ninguém, Jack resolveu ir embora. Colocou Brandy e Vincent no carro.

- Papai, onde vamos agora?- indagou a pequena.

- Vamos até a locadora. Quer assistir ao Bob Esponja?

- Quero!- exclamou a menina, contente.

Jack dirigiu pelas ruas desertas, topando vez por outra com um animal selvagem correndo pelo asfalto como uma manada de cervos ou até mesmo de girafas, aos poucos a floresta invadia a cidade e o mundo voltava a ser selvagem novamente. Brandy se divertia ao ver os bichos, adorava quando seu pai a tirava de casa.

Ele parou o carro uma rua antes da locadora, no supermercado, lembrando-se de que o leite acabara. Por mais que houvesse a possibilidade de levar quase todo o estoque de leite do supermercado para casa, Jack gostava de fazer compras. Era mais uma coisa que o fazia acreditar que levava uma vida normal.

Desceu do carro com Brandy no colo e Vincent o seguiu. Entrou no supermercado e colocou a menina no chão. Brandy começou a brincar, dançando e rodando, dando voltas ao redor de si mesma quando viu uma porta bater levemente. Curiosa, a criança caminhou até a porta, abriu-a e espiou dentro.

Jack pegou nas prateleiras alguns pacotes de biscoito, leite e um barbeador também, estava ficando desleixado. Viu várias bonecas em outra prateleira e chamou pela filha:

- Brandy! Quer uma boneca?

Mas a menina sumira da vista dele, viu apenas Vincent. Seu coração acelerou de pânico.

- Brandy! Brandy!

Começou a correr pelo supermercado vazio e Vincent latiu, mostrando a porta aonde a menina tinha sumido, Jack olhou para aquela porta e exclamou:

- Oh Deus, não!- ele sabia que lá dentro deveria estar escuro, e também sabia o que a escuridão escondia. – Brandy!!- gritou se aproximando da porta com cautela, iria adentrar aquele lugar e trazer de volta sua garotinha.

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